O Dia Mundial do Diabetes, marcado pelo dia 14 de novembro, foi criado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto da Organização Mundial da Saúde (OMS). A data tem como propósito chamar a atenção para os impactos da doença na saúde pública e no índice de mortalidade em diversos países. No ano de 2006, a ONU (Organização das Nações Unidas) oficializou a data por meio da Resolução nº61/225, reforçando a dimensão da doença e seus impactos sociais e econômicos. A campanha é representada pela cor azul, fazendo referência à ONU e refletindo a presença da diabete em todo o mundo.
O que é diabete?
A Diabete é uma doença causada pela falta de produção ou má absorção de insulina, hormônio responsável pela regulação da glicose no sangue e também garante energia para o organismo.
Atualmente mais de 13 milhões de pessoas vivem com diabetes no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, e esse número representa 6,9% da população nacional. Existem algumas formas de prevenir o diabetes, como por exemplo: praticar exercício físico regularmente, manter uma alimentação saudável e evitar o consumo de álcool e cigarro.
Tipos mais comuns de diabetes
Diabetes Tipo 1
É uma doença crônica de origem autoimune, em que o organismo destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Costuma surgir na infância e adolescência, mas também pode aparecer em adultos. Esse tipo de diabete exige uso diário de insulina para controlar a glicose e prevenir complicações.
Diabetes Tipo 2
Ocorre quando o corpo não utiliza a insulina de forma adequada. Esse tipo é mais associado a fatores como sobrepeso, sedentarismo, hipertensão, triglicerídeos elevados e alimentação inadequada. Além disso, é o mais comum e representa cerca de 90% dos casos no Brasil.
Pré-diabetes
É uma fase intermediária, em que os níveis de glicose estão elevados, mas ainda não configuram diabetes. Afeta principalmente pessoas com obesidade, hipertensão ou alterações nos lipídios. É uma condição reversível, desde que haja mudanças de hábitos, como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.
Diabetes Gestacional
Surge durante a gravidez, quando os níveis de açúcar no sangue ficam acima do normal. Afeta de 2% a 4% das gestantes e aumenta o risco de complicações para a mãe e o bebê, além de elevar a probabilidade de desenvolvimento futuro de diabetes tipo 2. Por isso, o acompanhamento no pré-natal é essencial.
Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA)
É um tipo de diabetes autoimune que se manifesta na vida adulta. Caracteriza-se pela destruição progressiva das células pancreáticas, levando à redução da produção de insulina ao longo do tempo.
Tratamento
Tratamento do Diabetes Tipo 1
O tratamento do diabetes tipo 1 exige a administração diária de insulina, essencial para manter os níveis de glicose dentro do adequado. Para o monitoramento contínuo, recomenda-se que o paciente disponha de um glicosímetro em casa, equipamento utilizado para verificar a concentração de glicose no sangue ao longo do dia.
A insulina deve ser aplicada na camada de gordura localizada logo abaixo da pele. Os locais mais indicados para a aplicação incluem abdômen, coxas, braços, região da cintura e glúteos. Em alguns casos, além da insulina, o médico pode orientar o uso de medicamentos orais como complemento ao tratamento, conforme a necessidade individual.
Tratamento do Diabetes Tipo 2
No diabetes tipo 2, o tratamento varia de acordo com o quadro clínico de cada paciente. Entre as terapias frequentemente recomendadas estão:
Inibidores da alfaglicosidase: reduzem a digestão e absorção de carboidratos no intestino.
Sulfonilureias: estimulam as células do pâncreas a produzir insulina.
Glinidas: também atuam incentivando a secreção de insulina pelo pâncreas.
Como o diabetes tipo 2 geralmente está associado a outras condições, como por exemplo a obesidade, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão, o acompanhamento médico regular é fundamental para o tratamento integrado dessas comorbidades.

