A proibição vale mesmo com receita médica, pois a Resolução da Anvisa impede qualquer tipo de importação desses produtos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), declarou a retirada do mercado algumas versões de agonistas de GLP-1, produtos que são divulgados como soluções rápidas para emagrecer. A Resolução proíbe a fabricação, importação, comercialização e propaganda dos medicamentos, entre eles estão: T.G. 5, Lipoless, Lipoless Eticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar. Vale ressaltar que a Anvisa impede a importação de qualquer um desses produtos, mesmo tendo receita médica.
De acordo com a Anvisa, os medicamentos citados não tem comprovação de qualidade, eficácia e segurança. A falta de documentação necessária impede a análise técnica exigida antes de qualquer liberação. Diante disso, a Agência reforça que as canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas, mesmo quando são apresentadas como uma ‘solução’ para perda de peso.
A ação de proibição começou após a identificação de anúncios e ofertas de medicamentos circulando em redes sociais e sites, algo que não é permitido. Segundo a Agência, essa iniciativa busca evitar o uso de medicamentos que não possuem a sua avaliação oficial, ajudando a evitar o consumo de produtos inadequados e dessa forma reduzir riscos à saúde.
As canetas para emagrecimento passaram a circular de forma rápida pela internet, além de serem temas em conversas, campanhas informais e conteúdos de influenciadores. Uma pesquisa divulgada pela Ipsos, mostra que 58% dos brasileiros já ouviram falar sobre canetas emagrecedoras, enquanto a média global é de 36%. Diante desses números, percebemos que a busca pela perda de peso com promessas de resultados mais rápido alimenta o interesse das pessoas pelo consumo dessa substância. Além disso, devemos ressaltar que o uso sem acompanhamento médico pode gerar diversos efeitos, inclusive mascarar problemas de saúde que possam exigir uma avaliação mais adequada.
Há medicamentos autorizados? Quais são suas regras de prescrição?
A Anvisa reforça que há versões agonistas de GLP-1 que estão regularmente registradas no Brasil e que podem ser prescritas por médicos. Mas nessa situação, o fabricante responsável deve garantir a distribuição de forma correta e o monitoramento de possíveis efeitos não previstos.
Além disso, o uso é controlado e a venda deve ser feita somente com receita médica e em estabelecimentos autorizados. A comercialização em redes sociais ou grupos privados é proibida, podendo haver penalidade por infração sanitária.
Consumidores que encontrarem anúncios ou ofertas podem registrar denúncias nos canais oficiais. Para quem busca tratamento para obesidade ou perda de peso, especialistas lembram que a avaliação individual e o acompanhamento médico são indispensáveis, o caminho mais seguro envolve orientação profissional, produtos regularizados e cautela diante de promessas de resultados imediatos.

